Crescimento da publicidade na TV paga só perde para o da Internet

Prepare-se, consumidor. O mercado publicitário na TV paga vive um bom momento e tem espaço para crescer ainda mais, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (1/2) pela Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA). As estimativas da entidade são de que o faturamento publicitário do setor em 2011 ficará na casa de 1,2 bilhão de reais, 20% acima portanto do registrado em 2010.

A projeção leva em conta os números do Projeto Inter-Meios até outubro de 2011, que aponta a TV por assinatura como o meio com o segundo maior crescimento em volume de investimentos publicitários no ano (17,47%), perdendo apenas para a Internet. E como novembro e dezembro são meses tradicionalmente fortes para o segmento…

“A prévia do Inter-Meios para o mês de novembro mostra um aumento substancial dos investimentos em publicidade na TV paga”, comenta Fred Müller, do Comitê de Marketing da ABTA. “Nessa prévia. o montante é superior até ao da Internet. Mas como isso ainda pode mudar, estamos trabalhando com os dados consolidados de outubro e a nossa própria projeção”, diz.

Müller ressalta ainda que , pela primeira vez, segundo as projeções da ABTA, a publicidade da TV paga terá aumento de share em um ano ímpar, quando não conta com aumento de investimentos publicitários por conta de grandes eventos esportivos, como a Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos.

“Os números desse anos demonstram claramente que a TV por assinatura deixou de ser uma mídia secundária”, afirma Alexandre Annenberg, presidente da ABTA.

De acordo com a associação, só no primeiro semestre de 2011 foram realizadas 1,24 milhão de inserções publicitárias nos canais de TV por assinatura, com faturamento médio 10% superior ao registrado em igual período de 2010. Os dados integram a 12ª edição do Mídia Fatos, documento publicado anualmente com o objetivo de mostrar ao mercado publicitário o que a mídia TV paga pode oferecer.  E estarão disponíveis, em breve, no site www.midiafatos.com.br, que até o momento da publicação desta notícia ainda exibia a edição de 2010.

Na opinião da ABTA, que reúne as operadoras e as programadoras do setor, o aumento na base de assinantes de TV paga em 2011, de 30,45%, potencializou os resultados publicitários deivulgados hoje. O Brasil encerrou 2011 com 12,7 milhões de domicílios com TV paga, equivalentes a 42 milhões de telespectadores, 18% deles da classe C, que concentra aproximadamente 30,1% da audiência, de acordo com pesquisa do Ibope Media realizada no primeiro semestre de 2011. Da base de assnantes, 46% assistem diariamente a TV paga. E o tempo médio dedicado diariamente ao meio é de 2h28.

A presença de todos os setores entre os anunciantes da TV paga – com crescimento expressivo dos setores de varejo e de beleza, em 2011 – é encarado pelos integrantes do Comitê de Marketing da ABTA como uma demosntração clara de que o mercado publicitário já compreendeu que a segmentação é uma das características mais fortes do meio, permitindo a flexibilidade e a customização de campanhas.

E ainda há espaço para crescer bem mais. Hoje, as receitas publicitárias giram em torno de 12% a 15% do faturamento do setor, segundo Alexandre Annenberg. “Há canais onde esta esta relação é um pouco maior, mas nada que chegue perto do que já acontece hoje em mercado mais maduros, onde a receita com publicidade empata com a receita com a venda de assinaturas”, afirma Rafael Danni, também do Comitê de Marketing da ABTA, para quem estamos muito longe desta realidade.

“Hoje, todos nós, programadores, estamos fazendo o nosso dever de casa para construir e fidelizar a audiência, onde quer que ela esteja”, resume Danni, lembrando dos múltiplos formatos disponíveis para o público consumidor de TV paga, com maior ou menor interferência da publicidade na programação. “Consumidores e anunciantes podem estar certos que não mexeremos na grade. Aumento de publicidade é bem-vindo e será acomodado nos breaks publicitários de 15 minutos a cada hora. Vamos reduzir os promos [calhau]“, diz ele.

Fonte: IDG Now!

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